terça-feira, 5 de outubro de 2010

Santa, bela e reacionária Catarina

Sabemos que Santa Catarina é um estado politicamente conservador, mas essas eleições foram demais.
Elegemos para governador um senador fantasma, um cidadão que estava desaparecido desde sua eleição para o senado (e elegemos no primeiro turno!). Para melhorar nossa situação, formamos uma assembléia legislativa com maioria de tucanos/demoníacos e o novo Colombo poderá aprovar e derrubar o que quiser.
Além disso, transformamos em senadores: o atual governador (sem comentário) e o secretário de educação Paulo Bauer, um cara que revolucionou a educação catarinense, sua principal ação foi barrar o piso salarial nacional para os professores catarinenses.
E para a câmara federal? Conseguimos a façanha de eleger Espiridião Amin e Paulo Bornhausen (também não vou comentar), João Rodrigues (sim, aquele do "pela diminuição da idade penal, pela pena de morte...") e Jorginho Melo, o ex-presidente da assembléia, protagonista do escândalo da compra de bateria.
Nessas horas tenho vergonha de ser catarinense. Você é professor e votou na turma do Bornhausen? Abandone a profissão, você não pode educar ninguém.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Golpe no Equador, eleição no Brasil


Definitivamente estamos presenciando o segundo golpe de Estado na América Latina nesse ano. O presidente Rafael Correa sofreu uma onda de protestos militares e saiu ferido (foto). O ex-presidente Lucio Gutiérrez já solicitou a dissolução do parlamento e a convocação de eleições presidenciais no Equador. Segundo ele: "cuando desaparezca (el presidente de Venezuela, Hugo) Chávez, o desaparezca Correa, desaparecerá socialismo del Siglo XXI". Rafael Correa declarou, ainda dentro do hospital, que Gutiérrez se encontra por trás do golpe.

Há a necessidade de ações dos países vizinhos. É agora que Lula, Chávez, Mujica, Evo e os outros devem agir, e dessa vez, diferente do que ocorreu em Honduras, agir de maneira definitiva.

E agora, onde está o Plínio que afirmou, há menos de duas semanas, que não há possibilidades de golpe? Por essas e outras que acredito em mudanças lentas e, infelizmente, alianças com alguns malditos. Devagar e SEMPRE! Retorno, jamais!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Por que chamo os professores de “senhores”?















Porque é o que eles são.





A universidade e a escola, ao menos do modo como essas duas instituições são e sempre foram estruturadas, não são espaços realmente democráticos. Não são ambientes nos quais o autoritarismo hierárquico não exista.




A academia e a escola não são utopias socialistas. A relação professor-aluno não é uma relação igualitária.


Por isso, porque não chamá-los por aquilo que eles de fato são: “senhores”? Sobretudo se estamos numa sala de aula?


Eles não são, ao menos segundo a acepção corrente do termo, possuidores, donos, proprietários de algo? No caso, de poder decisório sobre questões determinantes da vida acadêmica ou escolar de dezenas, às vezes centenas, de indivíduos (os “alunos”)?   


São. Eles são sim.


Nessa perspectiva, chamar um professor de “tu” ou “você” é uma mistificação ideológica. Uma mistificação ideológica porque induz à pensarmos numa relação de equidade que, em última análise, nunca existiu, não existe e nem nunca existirá - ao menos conforme os tradicionais parâmetros de poder hegemonicamente estabelecidos, tanto nas escolas, quanto nas universidades.


É por isso que não abro mão do pronome.


Não é por arcaísmo. É porque ele não escamoteia. 




(Texto de Luiz Alberto de Souza)

Jingle Políticos (1930 - 2006)



Na semana da Eleição presidencial vale a pena voltarmos no tempo e conferirmos os jingles dos eleitos. Lembrando que os jingle políticos brasileiros são tão antigos quanto os publicitários e são anteriores ao próprio voto para a presidência.

Julio Prestes, 1930: “Ó, seu Toninho, da terra do leite grosso, bota cerca no caminho.Que o paulista é um colosso”
Eurico Dutra, 1946: "Marmiteiro, marmiteiro! Todo mundo diz. Marmiteiro, marmiteiro! Todo mundo diz. Porque lá na minha casa só se come de marmita. Porque lá na minha casa só se come de marmita."
Getúlio, 1950: "Bota o retrato do velho outra vez, bota no mesmo lugar. Bota o retrato do velho outra vez, bota no mesmo lugar. O sorriso do velhinho faz a gente trabalhar. O sorriso do velhinho faz a gente trabalhar." http://www.youtube.com/watch?v=eVgOODBrCMc&feature=related
Juscelino, 1955: "Juscelino Kubischek é o homem, que além de nosso amigo é nosso irmão." http://www.youtube.com/watch?v=FDXUWyXsJu4&feature=related
Janio, 1960: "Varre, varre, varre, varre vassourinha. Varre, varre a bandalheira. O povo já está cansado, de sofrer dessa maneira"  http://www.youtube.com/watch?v=m0QfM_IJsBw&feature=related
Collor, 1989: "Collor, Collor, Collor. Colorir a gente quer de novo"http://www.youtube.com/watch?v=ei7tty0uhig
FHC, 1994 "Levanta a mão, levanta a mão, Fernando Henrique é o Brasil que vai vencer."  http://www.youtube.com/watch?v=tQTM5SXM2S4
FHC, 1998 "Levanta a mão e vamos lá. O Brasil ta caminhando e ele não pode parar."  http://www.youtube.com/watch?v=lWWgD22Pekc
Lula, 2002: "É só você querer, que amanhã assim será. Bote fé e diga Lula, bote fé e diga Lula lá"  http://www.youtube.com/watch?v=CL9khvvFy7c
Lula, 2006 "O futuro não é mais incerto, deixa o homem trabalhar. Nosso povo agora é que decide, Lula vai continuar. Eu quero Lula-lá"  http://www.youtube.com/watch?v=RoGMAp-a2F8&feature=related

E os jingles dos derrotados:


Adhemar de Barros, 1960: "Com Adhemar tá tudo azul."
Campanha Monarquista, 1993: "Justiça e paz dentro da lei, vote no Rei, vote no Rei."  http://www.youtube.com/watch?v=eAxa6JwdHVI&p=76A3BD51A33AE352&playnext=1&index=18
Brizola, 1989: "Lá lá lá lá Brizola, lá lá lá lá Brizola. Eu voto no Brizola, só pode nos trazer, um tempo bem melhor pra se viver."  http://www.youtube.com/watch?v=IKRp36hI0W0
Lula, 1989: "Sem medo de ser feliz, quero ver chegar. Lula lá, brilha uma estrela, Lula lá cresce a esperança,  Lulá lá, um Brasil criança na alegria de te abraçar."  http://www.youtube.com/watch?v=8_yEqk8ITnU
Silvio Santos, 1989: "É o 26, é o 26, com Silvio Santos chegou a nossa vez."  http://www.youtube.com/watch?v=l-gD67qUuqo